sexta-feira

Desabafos outrora pensados

Estou a cerca de duas horas a olhar para ti, pensando se te escrevo ou não, se te digo o que penso ou se deixo para lá como tantas vezes o fiz.
Faz mais de dois anos que não te deixo aqui uma mensagem, visito te sempre que posso, mais que não seja para ouvir essa Playlist criada por mim há tempo suficiente para algumas dessas músicas já nem se encontrarem no YouTube mas hesito sempre bastante em voltar a escrever te.
Admito que tenho saudades tuas mas vejo que mudaste, que te modernizaste e seguiste as tendências, que te seduziram pelo consumismo e que neste momento és uma montra de quem se quer mostrar ao mundo nas mais variadas atividades, noto que agora és um influencer ou serves para que outros os sejam e isso, afasta-me bastante de ti. Especialmente pelo que representavas para mim, eras o meu espaço de leitura de eleição, melhor que muitos livros que passearam sobre a minha vista, em ti, encontrei histórias verídicas de outras pessoas contadas pelas próprias, com toda paixão do mundo depositada nessa escrita, histórias em que não conhecíamos o seu autor a não ser pelo seu pseudónimo, logo o julgamento ficava-se pelo que estava escrito e não porque a pessoa era gorda ou magra ou alta ou baixa, lembraste disso? Da beleza de leres sobre alguém aqui ou ali e pensares que aquela pessoa escreve o que sente, o que pensa, sem que o teu raciocínio ou julgamento fosse deteriorado por associares aquela mensagem ou texto a uma cara ou a um corpo, honestamente, tenho saudades disso, saudades de te abrir e explorar o que muitos em tempos não tinham coragem de o dizer ou escrever nas suas vidas e vinham depositar tudo o que sentiam aqui, onde não existiam caras ou corpos, apenas folhas de texto e curiosos, tenho saudades do anonimato que trazias e das pessoas que outrora pisavam este lugar.  Mas a culpa não é só tua, todos nós crescemos e alguns de nós esquecemos-nos da tua existência, outros prefiram deixar de te escrever e são muito poucos os que ainda cá andam, foste tomado de assalto pelo modernismo das redes sociais e funcionas mesmo como tal, neste momento és um canal usado para inspirar outros, não pelas histórias de vida que se liam antes mas pelo produto de marca que fará muito melhor ao cabelo, tornando-o liso e brilhante, mas repito, a culpa não é somente tua.
Eu também tenho a minha quota parte, em dois anos que te tenho visitado não te tenho escrito e se o estou aqui a fazer hoje é porque algo me deu essa vontade ou necessidade, mas acredita que em dois anos muita coisa muda, cresci, hoje posso dizer que sou um homem, tornei-me pai de uma criança fantástica e não poderia ter escolhido melhor mãe para o meu filho, sinceramente a vida corre-me bem, emigrei e os meu problema deixou de ser contar dinheiro para aguentar até ao final do mês e sim, escolher que país visitar a seguir, a vida acenou-me com uma oportunidade e eu agarrei-a, posso dizer-te que hoje sou feliz, mas há sempre aquele buraco que falta, e é aí que tu entras, sinto falta de escrever aqui e dizer-te como vai a minha vida, de como estou crescido e de como me rio de muita coisa que aqui escrevi, no entanto, sei que já não é isso que te cativa, que te faz ter pessoas aqui, como te disse antes, evoluíste e tornaste-te mercado, onde antes eras um mural de desabafos, hoje és uma montra de influência.
Se calhar é a última vez que te escrevo, se calhar não, parece que teremos que esperar para saber.

quarta-feira

De ti

Hoje apetece-me falar de ti, de ti e desses cabelos loiros, de ti e desses olhinhos quando o sono já é bem patente na tua carinha, de ti e desse sorriso de criança quando te surpreendo com algo diferente ou te digo algo fora do contexto. Hoje apetece-me mostrar-te que já te conheço, a ti e a tua teimosia, a ti e a tua mania de ser tudo como tu queres, a ti e a tua bondade e preocupação genuína.
Hoje, não há cá frases de como já me ajudaste ou de como és essencial, hoje, o assunto és tu e vou calca-lo tal como te vou calcando a ti em buscar de te conhecer melhor, sei que não é com uma mão cheia de meses que saberei tudo sobre ti, tal como tu não saberás tudo sobre mim, mas é claro, observador como sou, notei em ti traços que nunca mencionaste, reparei que és muito para além dessa vontade de estar sempre tudo bem, que vives muito para além do trabalho e amigos.
Tens uma força incansável e já lutaste tanto, já mudaste tanto, a frieza que mostras não é mais que um filtro que divide quem tu queres de quem tu tens, quem tu queres, conhece o teu calor, vive lado a lado com o teu verdadeiro eu, quem tu tens, vai tendo rasgos de sol, num Inverno denso sem fim a vista, eu passei por esse Inverno, cheguei até ti e até esse Verão que me escondias e hoje felizmente faço parte dele, hoje posso congratular os teus momentos mais peculiares! Lembraste da nossa primeira conversa? Onde me explicaste que estavas de baixa psicológica? Ou da outra, talvez das mais sonantes onde "ficaste What the fuck" ahah, essa não vai dar para esquecer, lamento, ou ainda a outra, onde as crianças pintavam o  "Olavo", olhando para trás, mesmo nesta tenra amizade, já vivemos situações curiosas ou já te esqueceste de como estacionas com a segunda mudança posta? Ahah fazes me bem e acima de tudo, sei que te faço bem a ti, aquela cara de peido que fazes quando não é do teu agrado ou te gozo de uma forma já excessiva, são outras coisas que já notei em ti, mas adoras brincar, ai como tu adoras soltar gargalhadas e brincar c
om situações impróprias, adoro!
Incrivelmente, até sobre o teu rabo fazemos piadas, de como ele é grande e de como não caberás mais no meu carro, de como há calças que não se devem usar quando vamos sair, não porque são brancas, mas porque salientam o rabo demasiado e não queremos atrair atenções ahahah, estou a escrever isto de uma maneira descontraída como já deves ter reparado, não obstante o foco que tenho nele, que és tu. Cada segundo que passa, vou conhecendo te melhor, vou me fascinando mais e vou me preocupando mais, és super parecida comigo mas ao mesmo tempo tão diferente, tens a frieza para encerrar assuntos que eu quero ter, tens a força de dizer "não" que eu não tenho, tens o pulso firme para conseguir seguir, mesmo com todas as consequências que isso traga, não baixas a guarda, quero muito ser assim, sinto uma inveja saudável por ti e se calhar, é por isso que nos damos tão bem.
Espero que saibas que me orgulho muito de ser teu amigo, que a tua força me enriquece e que a tua mão dada a minha é a base para que eu esteja aqui a escrever isto, já te o disse, mas vou voltar a dizer, és linda! Linda de todas as formas e feitios, linda em todos os seus traços e riscos, apagados ou sujos da borracha desgastada por más escolhas da vida, até mesmo nesses, não perdes a tua beleza natural, és linda quando dizes que estarás sempre aqui para mim e eu que muito dificilmente acredito nisso, vindo de ti acredito com toda a força que tenho, és linda quando não abdicas do bem estar alheio e és linda com esse sorriso branquinho e esses olhinhos castanhos ou essa altura apetecível para muitos que te contemplam!
Hoje apeteceu-me brindar-te com um pouco de ti própria e da pessoa que és, poderia dizer aqui 1001 coisas das quais ambos sabemos que não estão aqui, mas prefiro guarda-las para nós, sabes que sei algumas coisas e não as coloquei aqui, não só por respeito mas também por querer guarda-las para mim. Gosto muito de ti e hoje, longe da rotina, o objectivo, foste tu.  

O Mundo aos teus actos


Fizeste o que ninguém foi capaz de fazer antes, naquele dia provaste que nada conta mais que a amizade, que nada vale mais que ver o outro bem, que nada é mais importante que nos importarmos com a importância que temos para alguém que nos é importante, sim, uma redundância de preocupação e bem estar pelo próximo e tu, mostraste isso na plenitude.
Quando me ligaste e disseste "Tens 15 minutos para te vestires e descer", foi como me dizerem que o autocarro da felicidade estava a caminho, tu sabendo que eu não estava bem, mesmo sem eu te dizer, vieste, não baixaste os braços nem te conformaste, fizeste mais de 10km só para me poder dar um abraço, só para me poder reconfortar, só para me fazer soltar um sorriso, há coisas que valem a pena e tu definitivamente és uma delas, a história da minha vida mudou e tu continuas a vincar cada folha do capítulo dela com as tuas acções que relembram anos passados quando o mais importante eram os outros e não nós próprios e nesta era de tanto egocentrismo, tanta aparência e opiniões, tu provas-me que ainda há pessoas assim, que põem quem gostam a sua própria frente, muitas vezes sem pensar em mais nada, continuo a dizer, vales a pena e eu vou continuar a lutar por isso, para que a nossa amizade se mantenha, em tão pouco tempo tornaste-te tanto, a quantidade não é importante e o que impera é a intensidade, é verdade, mas a quantidade aliada a qualidade está a tornar tudo muito mais bonito e eu não sei se estou a fazer as coisas bem ou apenas a sobrecarregar-te! Não quero que te afastes, mas também não me quero afastar! Gosto muito de ti e felizmente também o oiço com muita frequência vindo da tua parte, aqueces-me a alma sabes, o meu espírito enriquece com as nossas conversas e só te tenho a agradecer por tudo! Lembra-te "as lágrimas que te sequei hoje serão os sorrisos que te vou roubar amanhã", mais e mais, todos os dias.
Obrigado por teres passado por cá, tornaste tudo bem mais fácil num dia que a dificuldade domina! 

2 dias de 80 anos

A vida são dois dias mas a tua deve ter 80 anos..
Não paras de me surpreender com a tua maneira de ser, o teu jeito espontâneo que me faz apaixonar por ti a cada dia que passa..
A minha vida tem apenas 2 dias ou se calhar menos porque estou a aproveitar este dia para dizer o que sinto na tua presença.
Não são borboletas no estômago.. não tenho ansiedade nem adrenalina...
Sinto-me bem. Protegido. Só e apenas isso. Não me sinto carente porque todos os mimos são meras atitudes amorosas perante um sentimento tão puro e apaixonante que tenho por ti.

Razões para justificar de algum modo a minha paixoneta por ti? Não existe. És tipo um problema de matemática com nível bastante elevado, difícil de resolver, e eu, sendo de Línguas E Humanidades percebo mais de mente e linguagem do que resolver problemas matemáticos e físicos como os de Ciências fazem!

Sabes qual é a minha sorte? Ter-te como amiga, apenas.
Não sei se aguentaria ser um "desconhecido" ou até mesmo um "caso".. Graças a Deus que tenho uma mente aberta mas boca bem fechada e raramente digo o que sinto, o que gosto ou deixo de gostar. Gostar de ti sempre foi um erro, um perigo que adorei correr... Será porque tenho o desejo de conhecer-te numa forma diferente do que o habitual? Sim, porque tens o feitio tão complicado, tão agressivo, tal como eu.. E por dentro espero que sejas como eu porque sou um coração mole, choro em filmes românticos, imagino a minha vida como um filme, idealizo momentos felizes, conversas, diálogos quando estou a preparar o meu rico soninho, penso demasiado talvez na tua forma de ser, no teu toque e na tua voz.

Repito, não é carência mas sim a maneira como me cativaste, como entraste e como te posicionaste.. É estranho, penso eu.
Feliz por te ter, amiga, acho eu...

terça-feira

"Tu não estás sozinho"


Uma das maiores mentiras que te podem dizer, estás sozinho, estás e estarás sempre,quando pensares que te vão dar a mão, esquece  quando mais precisares de uma mão para te segurar, terás 20-30 acenando-te com um adeus, aí vais entender que estás sozinho, vão mandar-te mil verdades a cara para te abrir os olhos, vão fazer-te questionar se estar assim é realmente tudo o que podes fazer, vão fazer-te acreditar que és capaz de mais e do dia para a noite, vão simplesmente embora, e sabes que mais? A culpa é tua, é isso, única e exclusivamente tua e porquê? Por acreditares que alguém se preocupa realmente, por pensares que ao meteres os outros a tua frente, eles farão o mesmo, por seguires os conselhos que te dão e depois desaparecerem sem mais nem menos, porque é o que acontece, quando mais precisas de atenção é quando te vão dar espaço, quando precisas de falar, não te irão dizer nada, vão afastar-se, vão tirar o pé do acelerador quando tu mais precisas de ser pressionado, quando sabes que se ouvires um "Está tudo bem?" te vais desmanchar em peças e contar tudo o que para ti está errado na tua vida, essa pergunta não vai surgir, vão agir como se estivesse tudo normal e tu, vais ter de engolir isso em seco, quando mais precisares daquela força extra para te tirarem da cama de manhã, talvez com um "hoje vai ser melhor, vai correr melhor", é quando te empurram para dentro dos lençóis com toda a força e tu ficas e vais ficando, enrolado em ti próprio e no facto de quando mais precisaste de um Olá para quebrar o teu pensamento, quando eu teu silêncio grita por um simples "estou aqui", não aconteceu nada, ninguém falou e vais afundando cada vez mais na cama, estragando a tua vida profissional, decepcionando quem não está a par e criando um défice de prioridades na tua vida que nem tu próprio idealizas, porque tudo o que tu precisavas era que puxassem por ti, que te sufocassem, que te fizessem falar mas nada disso vai acontecer, porque ninguém quer saber e tu vais ficando mas no final, a culpa é e será sempre tua, jamais apontes o dedo a alguém por não estar lá para ti, a culpa é tua por pensares que essa pessoa iria estar disposta a tal, tu criaste essas expectativas, não ela, ela não tem culpa, nem ela nem nenhuma delas, tu é que por ingenuidade acreditaste que sim, que com uma mão se lavava a outra, mas não e acredita, haverá sempre uma justificação para não te ajudarem, por pensarem que tu precisavas de espaço, quando não precisas, por também não estarem bem ou porque simplesmente, não precisam de alguém como tu na vida delas, lembra-te, a culpa é e será sempre, tu...

Eles não precisam de ti, mas tu moldaste a tua vida para precisar deles, tu fizeste com que eles fossem parte praticamente essencial na tua vida e olha para ti agora, onde estão eles para te levantar como tu os levantaste antes? Onde está a força por ti dada um dia devolvida de volta? É feio dizer estas coisas, eu sei, mas dói demasiado perceber que somos só uma utilidade na vida das pessoas, que quando está tudo bem "Hey, bora beber um copo" e quando está tudo mal "..." é um vácuo ensurdecedor e é nesse vácuo, nessa ausência de barulho que gritam os nossos pensamentos mais melancólicos e negativos...
Hoje voltaste a não sair dessa cama, quem sabe quando voltarás a sair, talvez quando alguém realmente perceber o que se passa ou perder algum do seu tempo para descobrir o porquê de já não ires a jantares, o porquê da tua carrinha está a tanto tempo no mesmo sítio ou porquê de ninguém saber nada de ti, talvez aí sim, lhes venha a memória da pessoa que foste, não da pessoa que és, porque neste momento, não és nada, não és ninguém, pelo menos é assim que te sentes e quando não há ninguém para te chamar à razão, não há verdadeiramente outros motivos para te sentires de outra maneira...

domingo

Another weekend...

Imaginem a vida como uma parede, longa e extensa parede de tijolos, todos eles colocados de forma alinhada e simétrica, com a mesma porção de cimento entre eles, medida pela mão calejada de qualquer pedreiro ou trolha como se possa chamar, cada tijolo é moldado e colocado de uma certa forma não só para ficar bonito ou atraente, mas porque assim é que tem que ser, tijolos sem o mesmo tamanho, rachados ou com uma cor diferente, não entram nessa parede, são descartados, isolados num saco e mais tarde devolvidos ou jogados ao lixo quando se assume a postura que tal tijolo não terá outra utilidade, pois bem, eu sou um desses tijolos nesta vida, rachado por várias bolas que foram contra essa mesma parede ao longo do meu caminho, seco pelo cimento que há muito não me prende a nada e sem cor alguma de tantos dias a chuva num temporal psicopatológico que afecta até a última pitada de pedra que tenho em mim. Já não sirvo, para a parede de muita gente que me rodeava, sou apenas um tijolo a espera de ser substituído por outro, noutras fui substituído mesmo antes de notarem que já não servia, como é fácil ser-se descartado quando nos encostamos em tijolos brilhantes, perfeitamente delineados, com o peso ideal e a espessura doseada de forma cativante para os manterem distraídos de mim, dizem que "pedras no meu caminho, guardo todas, um dia construirei o meu próprio castelo", mas já se questionaram quantas dessas pedras querem ser guardadas? Quantas quererão fazer parte desse tal ambicionado castelo, quantas vezes quis eu fazer parte de algo e desprezívelmente fui ignorado ou mal entendido.
Tenho saudades, saudades de muita coisa, saudades tuas, saudades deles, saudades minhas, da pessoa que era, das piadas que mandava, ou da boa disposição matinal, tenho saudades tuas, do teu arroz de pato quando eu pedia a minha comida favorita, do teu mimo na minha secretária quando ia para a escola de manhã ou da maneira como simplesmente existias na minha vida, não dá para continuar, não dá, eu tentei, eu estou a tentar e simplesmente não estou a conseguir, o Natal está aí e a alegria que outrora se vivia, já não se vive, é como que toda a casa fosse pintada de cinzento, todas as boas memórias não existissem, não aconteceu, o Natal nunca chega aqui, mesmo no alto do meu 8º andar, o Natal foi-se embora e nunca mais voltou, nem ele, nem eu, ainda que feliz em alguns rasgos da minha vida, parece que voltas sempre, parece que me puxas de novo para ti e para o que eras, não consigo levantar-me e quando penso em ti para me ajudares, és mesmo tu que me pões em baixo... porquê que foste embora? Porquê que ainda acordo todos os dias e me lembro de ti, porquê que não consigo olhar para isso como uma coisa boa, porque graças a ti sou tudo o que sou? Porquê?
Só queria poder viver com a ideia que nunca mais te vou ver e não digo sorrir a isso, mas pelo menos não baixar a cabeça,
Sinto-me sozinho, a arder por dentro e a congelar por fora, desamparado como quem caminha descalço pelo granito, cansado como quem caminha debaixo de sol ardente, desidratado de vontade ou despido de força, não tenho nada, não sinto nada, só te sinto a ir, como senti quando era miúdo...
Só queria poder acordar de novo amanhã... 

quinta-feira

First week

Primeira semana e é uma porcaria, uma autêntica porcaria, nunca me senti tão fora do meu espaço, tão fora de uma zona de conforto, nem é o inglês, esse até que passa, já passei por isso antes, mas as pessoas, o espaço, os objectivos, não me identifico com nada e o pior é que não te posso dizer nada destas coisas, não me consegues ouvir e não consigo explodir, embora me apeteça, apetece me muito, gritar, desabafar, deixar escorrer tudo o que sinto, tudo o que penso sobre esta mudança, mas não consigo, não tenho com quem o fazer e tu já não estás aqui, aposto que tens visto que mal tenho comido e que a médica disse-me que tenho aquele problema de vitaminas na terça, mas não tenho fome, não consigo, é como se andasse sistematicamente com um nó, desde a garganta até a apêndice, não entra nada e não sai nada, não falo, não digo o que se passa, é como se fosse um cadáver que apenas acena com a cabeça, ele já me chamou robot, diz que as minhas respostas são sempre as mesmas e que já desistiu de tentar alguma coisa, até ele lol que nunca vira as costas...
Gostava muito que estivesses aqui todos os finais de tarde, que aquela pergunta "como foi a escola?" se tornasse moderna e habitual como "como está a correr a formação? Gostas?", e embora te conte todas as noites entre longos monólogos ou um apenas "estou aborrecido", não é a mesma coisa, nada é a mesma coisa e acho que estou novamente a vacilar, 5 anos depois da última vez, estou a sentir-me novamente assim, não quero, não quero mesmo na
da, mas nada disto ajuda, nada de nada e desculpa se voltar a recair, mas neste momento sinto uma pressão enorme e as minhas pernas estão a começar a ceder ao peso das minhas costas, não estou a conseguir lidar com isto nem com nada que apareça na minha frente, só espero que me desculpes...

sexta-feira

New begining

Hoje, comecei mais uma etapa na minha vida e mais uma vez, não estás aqui para opinar, não estás aqui para me dar os parabéns ou para criticar a minha escolha, hoje, mais uma etapa, mas a primeira em direcção a minha área, a primeira em prol daquilo que me formei e tu não estás aqui como disseste que estarias, será egoísmo mencionar isto? É apenas a constatação de um facto, hoje pela primeira vez, dei um passo no caminho certo, penso eu, dirias tu, mas tu não falas, não opinas, nem dás um ar da tua graça, no entanto, eu acredito que viste e acredito que estiveste lá comigo, segunda-feira começa a doer e eu acredito que estarás lá, sentada perto de mim, apontado o que devo escolher, murmurando o que devo questionar e apoiando cada resposta que eu der, pelo menos, quero acreditar que sim, caso contrário, nada disto fazia sentido...

quinta-feira

O ontem vivido hoje...

É difícil, é muito difícil, quando dás por ti, passaram-se mais de 10 anos e nada, era assim que pensavas que ia ser? Era assim que esperavas crescer e ver tudo a tua volta, finalmente aquela pergunta do "onde te imaginas daqui a 5 anos?" faz sentido? Não. Nada faz sentido, mais de 10 anos e nada, nada de nada, a saudade bate à mesma hora que bateu naquela primeira noite após o choque, o pesadelo é o mesmo, a mesma curta metragem que assombra noventa por cento das tuas noites, aqueles 5, 10, 15 minutos sentado na cama antes de adormecer, pensando como seria bom, se ainda estivesses ali, aos pés da cama, assistindo a novela enquanto esperavas que adormecesse, são os mesmos, a lágrimas caem na mesma dose, perfeitamente doseada com o mesmo nível de sal que caíam quando eras criança, no fundo, ainda és uma criança, pois passaram-se mais de 10 anos e ainda não ultrapassaste, ainda não a ultrapassaste, ainda lutas todos os dias como quando eras um miúdo, como quando te disseram que ela ia lá para cima olhar e tomar conta de ti, quando continuas a achar que não é egoísmo quere-la a tomar conta de ti, aqui em baixo e não de lá de cima como te disseram em tempos, quando ainda vestes uma camisa para ir ao cemitério porque ela odiava ver-te desengonçado, desfraldado ou simplesmente não apresentável, ainda és uma criança por achar que lá no fundo, bem lá no fundo, ela ainda olha para ti, ainda toma conta de ti e ainda te dá sinais dos caminhos que deves seguir, quando ainda rezas por ela, ou lhe contas em murmúrios os teus feitos, os teus dias ou lhe conferencias os teus amigos, quando ainda que em lágrimas, rezas o que te ensinou "anjo da guarda minha companhia guardai a minha alma de noite e de dia" antes de dormir, por isto tudo e por muito mais ainda és uma criança.

Mas vais ter de ultrapassar, vais ter de te conformar com o facto que já se passaram 10 anos e ela não voltou e nunca vai voltar, poderá como tu acreditas, esperar por ti lá em cima, mas não voltará cá a baixo e essa cabecinha tem de se levantar, tem de olhar em diante e usar essa força para se recompor, podes sempre voltar aqui e escrever o que te apetecer, desabafar o tanto que te apeteça, como já o fizeste tantas vezes, como o vais fazendo, como o estás a fazer agora, mas nada disso a trará de volta, nada disso mudará a tua vida...

Por mais que escrevas estas coisas, sabes que nada vai mudar o que sentes, o que pensas ou como ages, por mais que escrevas, vais continuar a chorar antes de ir dormir, vais continuar a ter o pesadelo como sessão inconsciente favorita e vais continuar a desviar as pernas na esperança de sentir o peso sobre a roupa que te cobre os pés ao fundo da cama e nada disso acontecerá, o mais triste é que nada disso acontecerá, mas tu acreditas, porquê? Porquê que acreditas em algo que tantos murros no estômago já te deu e continuará a dar, que tantas horas de sono te retirou que o tempo não devolverá, que te fez drenar tantas lágrimas que apenas uma almofada húmida te as secou, porquê?
O mais triste é que mesmo com as evidências todas, tu acreditas, mesmo com mais de dez anos em cima, tu acreditas, como no mesmo dia após o choque, porque após dez anos, ainda olhas para a foto na tua cabeceira, com o mesmo amor, com o mesmo carinho e a mesma necessidade de quando tinhas apenas doze anos e choras, choras porque não te lembras como era o tacto dela, porque ainda te tentas lembrar da voz dela a chamar o teu nome quando fazias asneira, porque embora ainda tenhas camisolas dela escondidas em casa, o cheiro à muito que se foi, inundado num perfume de gaveta ou armário para não ganhar mofo e choras essencialmente porque não consegues dizer estas coisas, porque preferes esconder ou apenas acenar com a cabeça quando te perguntam se tens saudades, não são só saudades, tens necessidade e essa necessidade nunca vai ser realizada, essa calma interior pode ser amenizada mas nunca reposta na totalidade, choras porque esbarraste em alguém na tua vida que te recorda dela, que tem traços bastantes expressivos dela, a maneira como te rouba aquilo que pensas sem sequer teres noção disso, as frases com a mesma entoação e a gargalhada que te desorganiza completamente a cabeça, as vezes, só precisamos de alguém para dizer isto tudo, mas tu não, tens sempre de ir pelo caminho da opressão e do está tudo bem e cá estás tu novamente, a chorar por ela e por tudo o que escreveste aqui, e agora?

terça-feira

Quando tu sorris


Adoro ouvir-te sorrir sabes, é como ouvir uma música favorita que mesmo que saiba de cor, não me canso de a ouvir e me lembro sempre de algo a que a associei, o teu sorriso comigo é assim, lembra-me da vontade que tenho em crescer, em ultrapassar tudo o que a vida me põe como obstáculo, de tudo o que fizeste por mim e ainda hoje fazes.
Esse teu sorriso, mesmo meio desajeitado entre mãos a frente da boca ou a balançar fios de cabelo, ou mesmo aquele sorriso de quando mergulhas num misto de alegria e de surpresa, quando te ofereço algo ou apenas te mimo de uma forma simples, esse sorriso faz-me recordar de alguém, de alguém muito especial, que há muito que  não recordava tão vivamente, faz-me "tê la" presente de alguma forma na minha vida novamente, ainda que assustador, esse sorriso, motiva-me, a ser melhor, a esforçar-me mais e a nunca querer desiludir-te, esse sorriso, cativa-me, faz-me pensar que há pessoas que valem a pena, que há amigos que afinal, não se misturam no seio desta geração sedente por aparecer e opinião de outrem, esse sorriso, faz-me feliz, tal como tu me fazes e o meu sorriso, se hoje o tenho, foi porque tu ontem abdicaste do teu para que o meu pudesse brilhar, ainda que escasso, não desististe, hoje podemos sorrir os dois e acredito que vamos sorrir, contigo a ajudar-me e comigo a ajudar-te, esse sorriso vai ser mais e mais constante na minha vida e aquelas gargalhadas que não consegues conter vão ser a melodia mais tocada no rádio do meu carro.
Obrigado por tudo, esse sorriso também parte da paciência que tens para mim, fazes com que pareça um poço que nunca vai secar, logo tu que não tens paciência para nada.
Esse sorriso foi quase o começo de tudo, ainda me lembro quando te disse que iria entrar no top3 das pessoas que mais te faziam rir e todos os dias luto por isso, não pelo top, mas por te ver sorrir, rir ou gargalhar, todos os dias tento pelo menos que sorrias por minha causa, não há nada melhor que provocar o sorriso genuíno a alguém e eu esforço-me para provocar o teu.
Gosto muito de ti.

quinta-feira

Um mês

Um mês maluco, um mês! Acreditas nisto? Um mês sem te ouvir, sem me rir contigo, sem te ouvir a queixar que a militar do quartel não te dá bola, que o teu pai te manda aparar o cabelo ou que o carro está ultrapassado, um mês sem ouvires que me doem as costas, que a loira do meu trabalho é muita gira ou que a minha carrinha tem tecto panorâmico e só faltas tu experimenta-la, só faltavas tu não é...
É tão injusto como somos obrigado a seguir em frente, como a impotência impera e não há nada que possamos fazer para que algo seja diferente, tenho saudades tuas, tenho muitas saudades, daqueles turnos nocturnos que ficávamos no ts na conversa, daqueles momentos engraçados de eu estar a falar de algo e apanhar isso no outro sentido, saudades mesmo!
Espero que para onde tenhas ido, estejas descansado e acima de tudo, resolvido contigo próprio, acredita que não há nada pior que isso e eu ainda não me resolvi com a tua partida, nem sei se algum dia me vou resolver.
Espero que estejas bem! Um abraço forte! 

segunda-feira

Sadly Truth

"We want a placeholder, not a person. We want a warm body, not a partner. We want someone to sit on the couch next to us, as we aimlessly scroll through another newsfeed, open another app to distract us from our lives. We want to walk this middle line: pretending we don’t have emotions while wearing our heart on our sleeve, wanting to be needed by someone yet not wanting to need someone. We play hard to get just to test if someone will play hard enough – we don’t even fully understand it ourselves. We sit around with friends discussing the rules, but no one even knows the game we’re trying to play. Because the problem with our generation not wanting relationships is that, at the end of the day, we actually do."

domingo

Outro lado de mim

No meio de tanta tristeza e saudade, tenho que falar de vocês, o outro lado desta equação de segundo grau, sim vocês que me enchem de alegria e carinho quando estamos juntos, que me dão força e me fazem acreditar que vou dar a volta por cima, há 6 meses nenhum de vocês existia na minha vida e olhem para nós agora, inseparáveis, até viajamos juntos, não há praticamente nada que façamos sem que os outros estejam presentes, tenho vos a agradecer por tudo, pela coisa mais mínima ou pelo apoio incondicional que me têm dado, já partilhámos tanto e todos os dias sou melhor por vossa causa. Como em todos os grupos as vezes há desavenças, outras vezes pontos de vista diferentes, mas o importante é que nos mantemos sempre unidos e isso tem me feito muito bem. Ao início foi complicado, vocês quase todos amigos de longa data, interiorizar-me não foi de todo fácil, não que vocês dificultassem a tarefa, mas a minha própria insegurança atrapalhava-me e as vezes não sabia estar perto de vós, hoje, é com vocês que me sinto seguro e me sinto bem, é com vocês que partilho as gargalhadas mais sinceras que tenho, que choro a rir ou que oiço as melhores histórias, é com vocês que passeio, é com vocês que bebo, é com vocês que sobrevivo e vou vivendo, com vocês, das dicas no trabalho, as frases que marcam uma vida ou aos abraços que por segundos são eternos, tenho vos no coração.
É verdade que muitas vezes digo que me têm tirado tudo o que tenho de bom e me têm levado as pessoas mais queridas sem nunca olhar para o que me trazem, não afirmo que quem foi é substituível mas quem veio não é pior e marca a sua posição de uma maneira tão singular que me custa dizer que a vida são só coisas más, hoje estou aqui para vos agradecer, a vocês e a quem vos colocou no meu caminho, a quem traçou que iria ser assim, que nos iríamos cruzar desta forma e seria tão intenso como tem sido até agora, quem diria que vocês seriam os meus 5 de 7 Biliões. Já são tantas a referências que nos distinguem de todos os outros grupos de amigos que não consigo dizer mais nada que não seja obrigado, por terem aparecido ontem, por estarem aqui hoje e porque sei que independentemente de tudo, estarão aqui amanhã!


E para ti, para ti pequenina, deixei esta parte do fim para me direccionar só a ti, quem diria, que tudo começou com "A vida é uma grande pergunta em busca de uma grande resposta", não é que eu tinha razão? Quem diria que ao fim de 5, quase 6 meses que te conheço, terias este impacto na minha vida, estarias entre as pessoas mais importantes e que mais quero perto de mim, farias parte daqueles que mais me fazem bem e mais se dedica ao meu bem estar genuíno, a ti, desejo-te o mundo, desejo-te o melhor do melhor que a vida tem para ti, consigo confiar-te a minha vida sabendo de antemão que não vais vacilar, que não vais descansar enquanto não estiver tudo bem, parece-me que nós somos uma pequena parte dessa grande resposta que vamos descobrir ao longo da nossa jornada, que ficou bem mais fácil quando te conheci, não quando fomos aos Santos ou ao Euro, mas quando te conheci verdadeiramente e deixei que me conhecesses a mim, se conseguisse, dava-te um obrigado do tamanho do universo mas acho que nem isso seria suficiente para o que aturas diariamente e já aturaste durante este tempo todo, és especial, muito especial, transmites uma alegria tão sincera que é quase impossível estar triste ao pé de ti, transpiras sorrisos e soletras confiança cada vez que abres a boca, fazes-me tão bem e quando choras não imaginas, é como se uma das 10 Pragas do Apocalipse voltasse, cada lágrima que cai e vai secando numa manga de uma camisola ou de um casaco ou num lenço, é como uma página arrancada de um livro que guardamos, não pelo seu todo, mas sim pelas passagens que existem nele e nós gostamos, não pela capa, revestida de letras gordas, gritantes de necessidade de atenção, mas sim pelas letras pequenas, pelas entrelinhas que nem todos têm paciência de ler, mas tu tens e tiveste e agradeço-te imenso por isso.
Espero, mas no fundo sei, que não te vais embora, que não queres ir embora, mas não quero voltar a cometer o erro que uma vez cometi de não dizer a alguém o quanto gostava dela, eu gosto bastante de ti e de todos, mas de ti especialmente e tu sabes isso, nós sabemos isso, não sabemos o que está para vir, mas estaremos preparados, eu estarei preparado, pois com vocês todos do meu lado, por mais alta que seja a barreira, sei que a vou conseguir ultrapassar e  mesmo sabendo que nunca passarão os olhos por aqui, a minha consciência sente-se mais leve por conseguir exteriorizar aqui o que sinto por vocês e o que provocam em mim, por isso, obrigado, por tudo!

sexta-feira

Chuva

Dizem que quem anda a chuva molha-se e eu tenho me molhado imenso neste molho que a vida me tem dado a provar, com um gosto não muito doce, entre toques de ternura e felicidade, tem me brindado com um sabor mais amargo, como podem querer que goste? Nesta chamada tento ouvir a vida chamar por mim mas não consigo captar nenhum sinal, só o sinal vermelho que não teima em abrir a um novo mundo justo, justamente quando eu pensava que se estava tudo a compor, compondo e dedicando-me a 200% a quem se dedica a mim, com frases e mensagens sentidas, no sentido de conseguir um dia erguer de novo o ego que uma vez foi perdido na perdição que este mundo nos traz de gula e ganância andamos de marcha atrás sempre que nos cruzamos com a tentação.
A vida ensina-nos a ser duros quando estamos mais frágeis e é nesta fase mais descendente que mais pedem de nós, com que vontade é que vamos lutar, quando estamos prestes a desistir de tudo é que nos pedem para rebater, quando estamos perto de ir embora é que nos mostram que querem que fiquemos, com que irreverência é que vamos aceitar isso? Sinto uma ambiguidade em mim que já não tenho como reagir, não sei se deva lutar, se deva aceitar que e esperar pelo desfecho ou se deva tentar algo que não foi tentado antes, estou de mão atadas e cada vez mais o nó é mais complexo e a dor mais permanente e vincada nos meus pulsos, não sei o que fazer para ajudar mas sei que não é todo solução ir embora e que isso só iria piorar o que já está mal sempre.
Não sei o que fazer e sinto-me perdido neste caminho robusto e patinado, coberto por pedras, supostamente usadas para construir o meu castelo mais tarde, mas parece-me que essa fortaleza nunca vai realmente existir.
Só espero que o dia de amanhã seja mais brilhante que o de ontem, porque o hoje está a remoer-me por dentro.

Tenho saudades tuas.

domingo

Ainda estou a espera

Uma semana sem ti, ainda estou a espera, ainda te espero como naquela tarde, a hamburgueria do bairro ainda tem a mesa marcada, o filme ainda está no cinema e nós ainda não acreditamos que foste embora assim, sem culpa, sem noção, sem nada.
Uma semana sem ti e tudo está mudado, muito deixou de fazer sentido e colocou tudo em sentido, agora só me falta descobrir o sentido a seguir e que sentido tem isto tudo na minha vida, dou por mim a passear os olhos nos nossos vídeos de juniores, é tão estranho quando ouves a voz de alguém que já não é presente, apetece-te sei lá, ouvi-la mais vezes, conversar com ela, interagir... tenho tanta coisa para te perguntar, tenho tanto para perceber quando foi a percepção que te levou de nós, como, o que ias a fazer, que música ia a tocar no rádio, não dá para entender, és sempre tão astuto, tão responsável, não havia mesmo outra maneira? É injusto estar a tocar nisto, mas não me entra na cabeça, na verdade, nada disto entra... Mas tenho que me habituar, hoje faz uma semana sem ti e o dia é uma merda, veremos o amanhã, porque ontem estive a tua espera e hoje não apareceste, mas eu vou esperar e esperar até que a esperança de que isto tudo não
passa de um pesadelo, acabe...

sexta-feira

quinta-feira

Promessas que nunca se vão cumprir...


Não consigo ouvir outra música que não esta, estás bem patente ainda, tenho a tua bola e o teu rato para que um dia te possa devolver tudo com aquele abraço forte que tu sabes! Estamos juntos!