quinta-feira

Eloquência dos meus actos!




Tu até podes ser alto, mas comigo nunca vais estar a altura!

Por vezes, descobrimos forças que nem nós próprios conhecemos, mas por outras, as forças em quem mais confiamos, escapam-nos entre os dedos

A vitória nem sempre é sinónimo de Grandeza, as vezes há que saber perder para sermos Grandes


O meu pensamento grita o teu nome...

Com 20 anos não tenho idade para pensar no que poderia ter acontecido, tenho idade para o fazer acontecer

Não quero ser o acidente de percurso, mas sim o contentamento da chegada!

Pensar está ao alcance de todos, executar o pensamento é uma arte.

Por mais camisas que vista ou sapatos que calce, nunca me vou esquecer de como sou miúdo.

Posso ficar paraplégico, a minha escrita caminhará por mim...

O meu pensamento grita o teu nome...

Eu já não sei se vivo numa parte do Mundo ou vivo num Mundo aparte

sexta-feira

Reflexão

Imensas vezes somos incutidos a seguir um caminho que a nossa própria auto consciência contraria, mas devido a certos argumentos e algumas certezas vindas de outrem, avançamos,no escuro, no vazio, sem confiança porque não acreditamos que será benevolente para nós, mas mesmo assim, somos cabeças duras ao ponto de seguir em frente, a nossa vontade interior contradizente de mostrar que somos capazes faz com que as nossas atitudes, ainda que reflectidas por momentos, sejam nada mais que actos nulos e sem convicção alguma, expostos a criticas e palavras menos bonitas, a manipulação chega a ser banal e quando damos por nós, estamos perdidos, a volta num compasso sem bico com o grafite desgastado e onde a borracha já não é capaz de apagar, o traços que fazemos no papel já amassado várias vezes mostram a nossa insegurança, somos consumidos pela incerteza e o medo de falharmos começa a desenvolver-se e a percorrer-nos o corpo todo, implementa-se assim em nós a noção de fracasso, o colapso iminente estampado em qualquer pensamento rapta-nos o raciocínio fazendo com que pareçamos loucos aos nossos próprios olhos e chega então a altura de agir e após todo este processo negativista deparamos-nos com uma reacção clara de falta de atitude e que o que estamos a fazer é apenas prejudicial ao nosso próprio bem estar, ficando aquém das nossas próprias expectativas...

Segue o que pensas, não o que te dizem, age em prol daquilo que te faz bem e não para surpreender ou provar algo a alguém e por fim, faças o que fizeres, reflecte primeiro e compara os prós e os contras para que possas ser bem sucedido.

Pensar está ao alcance de todos, executar o pensamento é uma arte!

quarta-feira

Ridicularizar a troco de quê?

Será que o mundo algum dia vai estar todo fardado com o mesmo traje? Será que num futuro próximo, a nossa aparência será toda ela julgada pela mesma ordem ou critério? As pessoas tiram conclusões precipitadas, a aparência de qualquer ser humano impõe de imediato, um escalão social, um estilo de vida, um psicológico, mas porquê? A cada dia que passa, a aparência torna-se um sinónimo de estereótipo, mas não só, também sinónimo de discriminação ou preconceito, porque 90% deste quotidiano robotizado e limitado distingue cada pessoa pelo que veste, pelos seus hábitos alimentares ou até mesmo pelas suas "companhias", já alguém parou para pensar como os outros se sentem ao serem julgados e até previamente excluídos só por usarem calças largas ou começarem a fumar com 15 ou 16 anos, já pensaram que aquela miúda a quem chamam gorda é a que perde mais tempo a arranjar-se na esperança de mudar opiniões, que aquele rapaz a quem chamam feio é o que passa mais tempo em frente ao espelho a tentar com que vocês o achem atraente, já imaginaram o que pensam as pessoas que são gozadas por acreditarem no que quer que seja, não está correcto, não é justo, cada um é livre de acreditar até na coisa mais insignificante do mundo, de viver de um modo mais inspirador sempre na expectativa do que a vida lhe tem para oferecer, não é por eu ter amigos que fumam que me vou tornar fumador, não é por eu ter amigos que tiveram uma infância mais afortunada que me vou achar superior e sem dúvida não é por os meus amigos seguirem para maus caminhos que eu darei os mesmas passos ou que me insinuarei sobre o que este ou aquele fez, não está certo, toda a vossa futilidade leva a infelicidade de muita gente, os mais fracos, talvez, mas não por a sua fragilidade ser mais evidente que se deve maltratar ou abusar, embora seja fácil não é.

Conseguem criar os vossos próprios escalões sociais, incluindo neles cada pessoa que vos rodeia, podendo até nunca terem contactado com ela, mas baseiam-se abusivamente naquilo que ela tem e não naquilo que ela é,que é tão, mas tão errado. sempre que entra alguém no nosso ecossistema, novo, fresco, intitulam-no logo como sendo isto ou aquilo sem nunca o terem ouvido falar, sem sequer terem interagido com essa pessoa, chega a ser desumana a forma como o julgam, como o adjectivam e até como o excluem quando muitas dessas pessoas, são pessoas com carácter, com ideais bem definidos, com uma maneira de pensar fixa e bem delineada, são como objectos para vocês, desrespeitam, gozam, humilham, tudo isto para serem o centro das atenções e usufruírem daquilo que melhor sabem fazer, falar mal, difamar, mas o que ganham em rebaixar os outros? É assim que escondem as vossas imperfeições, ao apontarem as de outrem ou será que a vossa própria vida é assim tão entediante e desinteressante que para isso, vivem a vida dos outros e chegam mesmo a controlar os seus hábitos ou as suas rotinas, não acham isso um bocado extremista ou até mesmo, decadente?

Milhares de pessoas são descriminadas e julgadas todos os dias, seja pela sua etnia, pela sua cor, pela forma como pensam, por acreditarem em algo abstracto, por serem seguidistas de algo ou alguém mas com que fundamento? Um humano de raça negra é procriado de maneira diferente de outro qualquer, ou tem os órgãos diferentes de outros de outras etnias? Não! Um ser humano é todo ele igual, todos possuem 4 membros, todos possuem dois pulmões, todos possuem um coração ou pelo menos deviam mas quem age desta maneira mostrando todo o seu preconceito, se o tem, deve ser mais frio que um gelado dentro de uma arca, se o preconceito e a discriminação fossem crime, haveria muito mais respeito e apreço pelo próximo. Enquanto as opiniões mudarem como o vento e os prévios juízos de valor falarem mais alto do que a interacção e o conhecimento mutuo, haverá sempre esta diferença entre o "popular" e o "ridicularizado".
Tirem as vossas próprias conclusões, se tiveram alguma boa memória enquanto leram este texto, pensem melhor naquilo que querem e como se sentiriam se fossem vocês o alvo de chacota, se tiveram uma recordação menos generosa, lembrem-se, nunca façam o que vos fizeram, pois de certo que não gostariam de voltar a passar pela mesma situação novamente.

O Amor de Pintas [Part 1]

Era 24 de Setembro, numa pequena aldeia chamada Malhada nos arredores de Coimbra, o Verão já se tinha ido embora, o Outono aparecia, as folhas caíam e o frio começava a ser notável.
Nessa aldeia existia um rapaz de cara macia, com um tom de pele morena, não muito alto, bom para os seus 12 anos, chamado Amadeu.
O Amadeu era um rapaz muito bondoso, o seu sorriso branquinho via-se a qualquer distância e andava sempre com o seu cão Pintas. Pintas era um cão de raça Pastor Alemão, o companheiro inseparável de Amadeu, faziam tudo juntos, desde dormir a tomar banho e nada os separava, nem mesmo quando Amadeu tinha de ir à escola, durante os dias de aulas. Pintas acompanhava o menino até ao seu ensino escolar e depois, esperava por ele até ao final do dia, quando terminava os seus afazeres.
Que amizade eloquecedora, Amadeu adorava o seu cão, não o trocava por nada, nem mesmo quando nas férias grandes de Verão, os pais queriam ir para fora, o cão tinha de ir senão não havia férias para ninguém.
Num final de tarde, Pintas esperava habitualmente pelo seu companheiro na porta da escola, a chuva era imensa e Amadeu tardava em não aparecer, parecia que nessa tarde algo tinha mudado. Amadeu apareceu e por sua vez, não vinha sozinho, desta vez, vinha acompanhado de uma rapariga de cabelo castanho, encaracolado, um pouco mais alta que ele, de pele clara e muito atraente. Chamava-se Matilde, vinha de mão dada com Amadeu e ia lanchar lá a casa.
Durante o percurso, Pintas sentiu-se completamente ignorado por Amadeu que só conversava com Matilde, depois do lanche é que conseguiu projectar alguma da sua atenção ao Pintas.
Desde esse dia, a relação entre cão e dono nunca mais foi a mesma, Pintas deixou de acompanhar Amadeu à escola, não se levantava quando o menino de vez em quando se lembrava de o chamar e depois de passear com ele, sentia-se cada vez mais sozinho e abandonado.
O menino só queria saber da sua amiga e dava menos importância ao seu cão que sempre lhe fora fiel. Até a mãe do Amadeu reparara que a atenção de Amadeu mudara e tentou avisar o menino do que se sucedia, mas ele, era demasiado novo para perceber o valor que a amizade tem, fosse com um animal ou com uma pessoa.
Era visível que a ternura com que Amadeu tratava Pintas não era a mesma, o pobre animal era agora desprezado.
Numa manhã, Amadeu perguntou à mãe pelo seu cão, pois este não estava em parte alguma da casa, começou então a prever-se que o Pastor Alemão tinha fugido.
A criança entrou em pânico e começou a chorar e a gritar pelo seu cão, nem sequer quis ir à escola.
Os pais, bem que tentaram acalma-lo, mas, só conseguiram quando lhe prometeram que iriam mais tarde com ele procurar o Pintas.
O pobre Amadeu lá foi de cabisbaixo  para a escola, nem sequer ligou à sua nova amiga que por acaso se tinha tornado namorada num abrir de olhos, a Matilde. Ela não tinha culpa de nada no fundo e bem que tentou saber que se passava, até os seus amigos puxavam por ele e nada, nunca tinham visto o miúdo mais divertido do grupo tão triste.
Mal o último toque da escola surgiu, Amadeu desatou a correr para casa, nem se despediu dos amigos que ficaram de tal modo, muito indignados.
Tal como prometido, os pais foram procurar o Pintas com ele, percorreram a aldeia inteira e ninguém meteu a vista em cima daquele animal tão adorável para toda a gente, sentiram-se todos muito tristes e colaboraram com a família a procurar o Pintas.
Procuraram, procuraram e nada. Já eram 22h e a mãe do menino disse-lhe que já era tarde e que tinham de ir para casa até porque estava a começar a chover torrencialmente e, como previsto, ele não quis ir, sentou-se no chão, meteu a cabeça aos joelhos e começou novamente a chorar mas, desta vez com muito desespero.
Passou uma semana, Amadeu já estava mais mentalizado que o seu cão não iria voltar.
Deitado na sua cama, olhou para o chão onde estava a almofada do Pintas e começou a lembrar-se dos momentos que passou com ele e de como aquele cão era tão inteligente e fiel, nunca o abandonara antes, desde aí, começou a surgir a questão: porque motivo ele fugiu ?- levantou-se, fez a sua higiene diária e a mãe olhava-o reparando em como o seu filho já estava um homem feito.
Na escola, Amadeu resolveu finalmente explicar tudo à Matilde e pedir-lhe desculpa por não lhe ter dirigido a palavra durante uma semana.
A Matilde teve uma reacção na qual o rapaz não estava mesmo nada à espera. Falou bastante mal com ele, começou a gritar-lhe e a perguntar: foi por causa de um cão que não me falas-te durante UMA SEMANA ? Ele não é mais que eu!
O rapaz ficou chocado com o que ouviu, virou as costas e subiu as escadas para ir ter com os seus amigos à porta da sala.
No dia a seguir, Amadeu dá de caras com a sua pseudo namorada abraçada a outro rapaz e esse, bem mais alto que ele e notava-se que era mais velho, deveria já estar no 10º ano e com algumas reprovações pelo meio. O Amadeu nem queria acreditar no que tinha visto, afinal ele ainda era tão novo tal como a Matilde também tinha 12 anos e já estava nas mãos de outro rapaz, na cabeça dele, aquilo era uma tremenda confusão, resolveu ficar no seu canto, sozinho perante uma escola com mais de 800 alunos.
No fim de tarde, mais um dia de cansaço, chegou a casa e nem falou aos pais, dirigiu-se para o quarto e enfiou-se de baixo dos lençóis.Ele estava imune, sem saber o que fazer com aquela situação, era muita pressão para um pré-adolescente que por seu azar, mais triste ficou quando viu uma fotografia dele com o Pintas perdida na sua secretária, sentou-se na almofada onde o cão costumava dormir e, chorou novamente até a mãe chamar-lhe para ir jantar. Não quis comer, como já era hábito desde há 1 semana para cá, a mãe quase que por milagre conseguiu convence-lo a alimentar-se mas, não conseguiu que ele lhe fizesse companhia até irem dormir...