sábado

Tumblr

Voltei a criar o Tumblr, já o tive uma vez, mas apaguei-o por motivos pessoais, voltei a criar um, sigam se gostarem.

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sexta-feira

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Cá estou eu, à volta neste compasso sem bico, procurando soluções para o que não tem solução, tentando caminhar em cima de um carril usando apenas uma perna, tentando correr mas sem fôlego para aguentar o que está a acontecer a minha volta, nunca me imaginei pré-destinado a nada, nem nunca sonhei para mim uma vida de grandes sucessos e grandes feitos, apenas uma vida rodeado pelas pessoas que mais gosto e me fazem bem e hoje, hoje privaram-me disso, hoje privaram-me de ser quem sou, de lutar pelo quero, por quem quero, hoje privaram-me de gostar de alguém, de lutar pela pessoa que amo, privaram-me de ser o príncipe que chegava num cavalo branco que ela tanto esperou, fiz um texto em que estava desiludido comigo mesmo devido as minhas escolhas, pois bem, ontem tive mais uma escolha em que eu próprio quis escolher a que teria "menos" impacto na minha vida a curto prazo, a que não me daria uma vida melhor a nível monetário, a que não me tornaria mais homem, mas mesmo assim, era a minha escolha, era a escolha que me faria minimamente feliz, hoje impugnaram a minha escolha e exerceram o poder que ainda lhes é possível para que a minha escolha fosse alterada, adulterada e pior que isso, final, privaram-me de eleger pensando que a decisão que me impuseram seja mais produtiva para mim, para a minha vida e para isso, nem se importaram com o que eu penso, com o que eu sempre sigo e sempre segui, para isso, optaram por me deixar triste, sem vontade de me levantar da cama onde me deito todas as noites e desejo o melhor para mim e para os meus, o esboço que criei para a minha vida futura, foi amassado, rasgado, desfeito, tudo se virou do avesso e tudo o que idealizei a curto prazo, se desfez...
Vou falar directamente para uma pessoa agora, porque ela sim, sentirá tanto como eu a minha falta, ambos estamos sem saber o que pensar, o que fazer, mas quero dizer-te que te levarei para onde quer que eu vá, nunca vou esquecer esse sorriso e vou sempre compara-lo com o brilho do sol, nunca vou esquecer essa cara e vou sempre compara-la com algo belo e único, serás sempre a minha Jane Doe, a minha bochechas, sempre serás a mulher que eu não idealizei, mas quis e continuo a querer, seja a 10km, 100km, 1000km, 10000km, vou sempre querer, confesso que ainda não me habituei a ideia e tenho uma semana para tentar mudar a direcção deste barco onde me partiram o remo e onde eles são a maré e me levam para onde querem, tenho de nadar para outro lado, tenho de ter força nestes braços que só querem envolver-te e abraçar-te como nunca o fizeram antes, vou fazer tudo para que isso aconteça, para que não me afastem mais daquilo que eu mais quero...
Sinto-me derrotado, devastado, sempre dei o corpo as balas e hoje sinto que me acertaram onde nunca tinham acertado antes, apontaram para onde nunca tinham apontado e esse local não estava protegido, estou a perder vida, a perder os sentidos e a perder o norte e até esta "arte e amor" pela escrita terá de parar, pois sinto-me tão em baixo que não terei coragem de escrever sobre mais nada, a minha cultura e o meu interior levam a que me isole e lute sozinho, que não partilhe com ninguém esta dor, ser contrariado é uma das piores coisas que podem acontecer e usarem o poder que têm para o conseguir devido a falta de argumentos, é ainda mais tirano, escrevo aqui possivelmente pela ultima vez ou uma das ultimas, sinto-me mesmo fora deste meio, mundo, vida e a ti, acredita, vou esforçar-me para que não acabe, nem hoje, nem nunca...

quinta-feira

Ser Ou Não Ser

Sinto-me desiludido comigo mesmo, não como pessoa, porque acho-me uma pessoa bastante diferente de todas as que conheço, mas sim porque, desde que me lembro que sou gente que me desiludo mais vezes com as coisas que faço do que me orgulho e gostava de um dia me poder orgulhar verdadeiramente por ter feito algo verdadeiramente para alguém, hoje magoei alguém e mais uma vez me desiludi porque eu odeio magoar o que quer que seja...
Gostava um dia de ser o que não sou hoje, gostava um dia que olhassem para mim e dissessem, és um orgulho, gostava um dia que ouvissem falar de mim e dissessem "Esse puto?Esse puto é um fixe", gostava de um dia ser importante na vida das pessoas, não te todas elas, mas sim nas que me rodeavam, a medida que vou crescendo a vida tem-se revelado muito mais injusta, ano após ano e cada vez mais difícil, ainda me lembro de quando era miúdo e ficava chateado por a minha madrinha não me deixar ir a piscina com os meus amigos e só pensava "Bolas, quero crescer, quero ter o meu dinheiro", lembro-me tão bem, pois hoje, é completamente o inverso, ontem quando estava a chegar a casa do ginásio, vi o meu irmão de 7 anos com os amigos a combinarem ir jogar as "escondidas da bola" para quem não sabe, esse jogo é bastante simples, é como as escondidas normal, mas com uma bola em que para salvar todos os que já foram apanhados não existe o "1,2,3 Pipo salva todos" ou o "1,2,3 Pipo não salva ninguém" mas sim uma bola que tem de ser rematada e confesso que senti uma enorme vontade de ir a casa deixar a mala e voltar para baixo e brincar ali, rodeado de crianças entre os 6 e os 11 anos de idade, mas não, fui para casa...
E em casa comecei a fazer uma retrospectiva da minha infância e comecei a pensar "Há quantos anos é que eu não jogo as escondidas?", não consegui dar um ano exacto, mas penso que a ultima vez que o fiz tinha 14/15 anos, tenho 21 actualmente e até com esse pequeno facto, me desiludi... Tive tanto tempo para brincar, tanto tempo para ser criança, mas não, quis crescer a força, quis sair e ser social, quis entrar no mundo dos mais velhos, quis tanto que consegui, lembro-me de uma frase "O que custa não é seguir em frente, é olhar para trás" e eu quando olho para trás, sinto uma dor e desilusão imensa, podia ter feito tanta coisa, podia ter brincado horas e horas sem fim, como o meu irmãozinho faz, mas não, preferi ser o que sou hoje... Não tenho vergonha do que sou nem nada parecido, mas as vezes, quando olho para trás, o arrependimento vem a tona e para mim, a dor do arrependimento é uma das mais difíceis de suportar, quando me arrependo é porque tive a hipótese de escolher o outro lado, o outro caminho, a outra decisão e ao longo destes anos tenho-me desiludido porque grande partes dessas escolhas foram erradas, nos grandes momentos, decidi mal, escolhi mal e isso desilude-me, não porque sou uma pessoa que gosta de ter sempre razão, mas sim porque sou uma pessoa que odeia magoar alguém e quando tenho de escolher em que hajam outras pessoas envolvidas, tento sempre escolher o melhor para elas e não para mim, mas ao longo destes anos essas escolhas têm me esfaqueado as costas, têm me dado aquele arrepio que me sobe as costas e congela o pescoço, têm entrado na minha cabeça e deixado lá um peso tão grande que não sou capaz de a levantar e olhar para a frente, voltei a decidir mal, mais uma vez, pensando que estava a decidir bem! Isto tudo leva-me a pensar, o que percebo eu da vida? Tantas falhas, tantas desilusões, o que percebo eu da vida? Acho que nada, porque eu sempre lutei para ter uma vida feliz com alguns momentos de tristeza e neste momento a minha vida é o contrário, uma vida triste com alguns momentos de felicidade...
Gostava de um dia poder fazer tudo o que não fiz, de conseguir fazer alguém sorrir de orelha a orelha, sem palavras caras porque um sorriso é rasgado com palavras sinceras e não eruditas, gostava um dia de viver em monogamia, com alguém que gostasse mesmo de mim, gostava de um dia ser alguém de quem eu próprio me pudesse orgulhar, eu e quem estivesse comigo, se pudesse orgulhar de me ter a seu lado, gostava um dia de ser a luz do escurecido, o porto de abrigo do necessitado e ser a atenção do desprezado, o auto flagelo que retrato neste texto não é uma queixa, não é um apelo de pena a quem quer que seja, é apenas um desabafo, daqueles que tive poucas vezes...

Que dor!


Depois de ver este vídeo senti uma dor gigante no meu peito, a única coisa que difere para mim é que a história não se desenrolou com a minha mãe, mas sim com a minha madrinha que foi quem me criou...
Confesso que este vídeo fez-me chorar...